terça-feira, 11 de setembro de 2012

poeta Maurício Marques




Maurício Francisco Carvalho Marques; nasci no Rio de Janeiro no começo  dos anos sessenta.
Ainda criança, vim com a família pra São Paulo, e depois de morar algum tempo pros lados do Jardim São João Climaco,  fixamos residência em Taboão da Serra, município da grande São Paulo, onde cresci.

Atualmente, assino o meu trabalho, Maurício Carvalho Marques, mas sou mais conhecido por aí, como poeta Maurício Marques.

Embora sempre utilizei a internet muito pouco, o meu trabalho é bem conhecido pela forma alternativa da divulgação, através de suplementos ou fanzines, colagens, apresentação em Saraus, etc.
Acredito estar contribuindo um pouquinho para o  despertar do prazer da leitura, elemento catalisador da consciência plena. E com o texto Barco de Ilusões, estar levando uma mensagem de alerta e esperança ao grande problema das drogas, talvez o maior flagelo social da atualidade.
É claro que ninguém vai fazer ou deixar de fazer algo apenas por uma ideia proposta numa leitura, mas,  um texto assim como uma canção, pode ter o mesmo efeito de um conselho de um bom amigo, de uma pessoa que se queira bem, e reforçar a 
motivação necessária pras escolhas nas tomadas de decisões.


A minha formação é de técnico em contabilidade e, profissionalmente trabalhei em varias empresas como contador, e também fui proprietário de uma pequena empresa de assessoria empresarial.
Isso, até 1999, quando acontecimentos de ordem pessoal, levaram-me a uma profunda reflexão  sobre a minha vida, obrigando-me a rever os meus valores.
Foi quando eu percebi que eu poderia fazer “qualquer coisa que eu quisesse”, e até mesmo, não fazer nada que eu não quisesse, que não me atraísse ou me desafiasse, e que  não trouxesse satisfação pessoal.
Decidi então, romper com a minha profissão que, outrora, fora prazeroso e desafiador exercê-la,mas, há tempos tornara-se algo maçante, aprisionador  e causador de neuras.  E buscando uma nova perspectiva de vida,  interrompi  uma carreira  em que sempre fui considerado um profissional brilhante por patrões, colegas de trabalho e clientes, mas, também marcada por inúmeros e sucessivos recomeços causados por problemas decorrentes da dependência química.
E, foi nessa época que um antigo ideal literário veio a tona, e escrevi o meu primeiro livro “O Leão Sol e a Abelha Lua de Mel, lançado no final de 2004.
Acredito que o condicionamento mental e as responsabilidades da minha antiga profissão, não me permitiria escrever esse livro que exigiu uma entrega total de “corpo e alma”.
Em 2005 participei de uma coletânea com o titulo de “Literatura Marginal da Editora Agir,
e em 2006 lancei Barco de Ilusões.


Escrever pra mim é um ato de libertação e também uma terapia de autoconhecimento, porque muitas vezes sou motivado pelo desejo de explicar algo que eu esteja buscando a compreensão.
Fernando Pessoa disse que o “poeta é um fingidor”, e já ouvi de “outros pessoas” que o poeta é um mentiroso.
Eu até posso compreender essa afirmação de poetas, e acredito que eles também compreenderiam quando eu afirmasse que sou mais autentico e verdadeiro quando escrevo.
É que quando escrevo, estou buscando a minha verdade. E esse é o meu único compromisso, a verdade que me liberta.

O meu trabalho muitas vezes é associado a um movimento que se autodenomina “Literatura Marginal”
Mesmo tendo participado de publicações com esse titulo e divulgando o meu trabalho de uma forma alternativa, pessoalmente, tenho uma posição contrária a quaisquer rótulos em relação a minha arte literária.
Só aceito essa classificação, ou desclassificação, se ponderar que a Arte em sua pluralidade, universalmente, é o movimento propondo mudanças e transformações que implicam em alterações no epicentro contextual.
E  as suas margens,  o Artista desenha, pinta, esculpe, escreve, buscando novas cores e formas, outros sons,... Enfim, projetos de um mundo melhor.

A minha maior motivação é a possibilidade que o meu trabalho encontre pessoas na 
real sintonia daqueles que busquem nas artes,nas  letras, elementos que auxiliem na sua compreensão existencial.. Pessoas capazes navegar  em suas emoções e reflexões, e com os olhos da alma, enxergar um pouquinho além ...
Porque a poesia não esta somente no papel ou na tela do computador, mas principalmente, na consciência iluminada daqueles que a reconheça.


                                 
Linha do Tempo
Se o tempo Linha tivesse,
Eu daria numa pipa( feita de pensamentos.)
Pra ser levada com o vento,
Junto com os meus sentimentos
Maurício Carvalho Marques

Retratos e Canções:
"Esse bebê sou eu"

formatura do antigo curso primário
"O moleque sou eu"

Em um tempo em que eu queria "saber bem mais que os meus vinte e poucos anos..."
"Esse cara sou eu"

Foto tirada no dia do lançamento do livro "O Leão Sol e a  Abelha Lua de Mel"
"Esse coroa sou eu"

                                Maurício Carvalho Marques